Esta é a história de Katipsoi Zunontee, um herói muito peculiar que conseguiu salvar o mundo da extinção total, no ano de 2012.
Katipsoi Zunontee descendia de um nobre linhagem de Maias, e sempre gostou muito de comer. Desde pequeno, Katipsoi Zunontee devorava tudo aquilo que estivesse por perto. Porém, quando adolescente, Katipsoi Zunontee de tão gordo que estava, foi obrigado por seus pais a começar um regime.
Katipsoi Zunontee então foi obrigado a inventar um passatempo: comer comidas imaginárias (enquanto muitos tinham amigos imaginários, Katipsoi Zunontee imaginava comidas). Mas de alguma forma muito misteriosa, as comidas que imaginava de fato lhe matavam a fome. Na realidade, sem querer (ou talvez porque já possuísse tal poder) o regime fez com que Katipsoi Zunontee aprendesse a “conjurar comidas”. Durante muitos anos, ficou achando que as tais comidas era apenas fruto de sua imaginação. Um dia, distraído, “imaginou” um bife a milanesa em frente a uns amigos, que ficaram impressionados com sua sagacidade, de criar uma comida tão boa sem ao menos cozinha-la.
Durante o ano de 2012, Katipsoi Zunontee começou a ter um sonho muito estranho. Sonhava com terremotos enormes, maremotos, meteoros caindo do espaço, enquanto ficava sentado em uma mesa de escola comendo gelatinas com creme de leite. Enquanto isso, um velho professor chegava perto dele e perguntava: “Você vai ficar só aí comendo? Não vai fazer nada? O mundo depende de você, meu rapaz!!”. E batia na mão dele com uma régua. O sonho acabava quando o velho dava uma rasteira e Katipsoi Zunontee caía no chão.
Perto do Natal, durante o ano de 2012, coisas estranhas começaram a acontecer. Terremotos começaram a surgir em sua vila e no mundo. Maremotos atingiam as cidades, meteoros caíam do céu. Parecia o fim do mundo, que chegava. O rapaz, vendo aquilo tudo acontecendo, se lembrava dos seus sonhos. E se angustiava,e comia. Tentou imaginar o que o velho queria dizer, e como poderia deter aquela catástrofe. Se lembrou da gelatina que comia no sonho, e resolveu conjurar uma daquelas em grande escala. A gelatina foi crescendo, crescendo, e prendeu todos os prédios, casas, carros, pessoas, bicicletas e o que mais estivesse nas cidades, criando uma camada protetora, que impedia os meteoros de atingir qualquer coisa, impedindo também que o maremoto varresse a cidade, e que os terremotos levassem tudo embora.
No fim, a fome de Katipsoi Zunontee salvou a história.
